Só quero quem eu nunca vi Desprezo o ambiente em volta e todos aqueles que o criam ou fazem parte dele. São pessoas afáveis, generosas, indulgentes e calorosas, eu sei. Impecáveis. Daí um esforço e uma falsa vontade de integração imperar num reino que não é o meu. Mas o interesse, o fascínio, o magnetismo não estão acesos. Nunca estiveram. Tenho para mim que tudo aquilo que era para descobrir no mundo deles, já descobri. É tudo tão redutor e tão elementar. Diria até que o evidente serve-lhes como principal fonte de inspiração de vida. Mas isto também posso ser eu a fazer juízos de valor injustamente precipitados.
Custa-me vestir as suas peles, sem que tal seja captado ou sequer duvidado; sinto-me obrigado a encobrir a minha essência de forma a não ferir as suas verdades e convicções inalteráveis, qual conversa que está a ter com o avô.
Será aquilo que nos separa muito mas do que aquilo que nos une a resposta (entre múltiplas outras) para tamanho conflito interior?
Não sei. Apenas sei que tenho que refrear a dose para bem exclusivo do meu egoísmo.

É. Às vezes também me parece que não pertenço a lugar algum.
ResponderEliminarÉ pôr um sorriso nos lábios e adaptar a nossa maneira de ser a quem nos rodeia, mas sem deixar o verdadeiro "eu".