Quem é que, depois de uma onda avassaladora de promoção - onde uma pluralidade de versões de cartazes se destaca - e de incontáveis boas impressões a despeito, se digna a não ficar expectante relativamente a um filme? Foi o que aconteceu comigo e o novo Inglorious Basterds (Sacanas sem Lei). Para cúmulo da ansiedade, surgiu como contributo a conotação de um exercício cinematográfico inspirado num spaghetti western subjugado à iconografia da 2.ª Guerra Mundial... dirigido por Quentin Tarantino! Saliente-se que a curta, mas indubitavelmente já icónica, filmografia do realizador americano não é obstante ao seu lugar reservado de um dos mais prestigiados e este seu sexto projecto veio confirmar o seu estatuto de obra-prima.
Inglorious Basterds vive de um trabalho de narrativa e da tensão soberba de que dele origina. Fazem parte dela, diálogos carimbados pelo humor corrosivo (e muitas das vezes macabro) que colidem coerentemente com uma misce-en-scène certeira - a sequência em que o clássico "Cat People (Putting Out Fire)" do senhor Bowie serve de banda-sonora aos preparativos do plano vingativo de queimar bobinas de fita de nitrato camuflado numa estreia de um filme da Propaganda Nazi assenta que nem uma luva - e assim nasce um leque de cenas à espera do seu epíteto de "clássicas" num futuro próximo. Tudo isto consumado, parto de um atrevimento ressaltar a linearidade do guião com tanta tendência climática despida, pouco habitual no estilo de Tarantino, mas nem por sombras menor.

Mais uma vez, a sociedade é quem manda nos meus comportamentos. Ainda que absorto na minha maior ingenuidade de que dois homens se podem relacionar a um nível íntimo sem se apaixonar e/ou desafogar-se desenfreadamente, ganhei a noção que de havia, de facto, nome e ênfase para este novo (?) "fenómeno sociológico" depois do caso 
