Desinteressado pelo universo da condução automóvel e toda a espécie de culto social pela mêcanica de veículos motorizados generalizado, manifestei uma vontade de conduzir pouco entusiasmada. Até aqui, dados obstrutivos, mas não impeditivos para uma tentativa. Todavia, o inesperado aconteceu: um septuagenário com tendências memocráticas (como eu desprezo este estilo de vida!) apresenta-se como meu instrutor. Mesmo advertido para com as consequências impacientes de quem se relacione com a singularidade "à sua maneira" do senhor, decidi ver para crer.
Julguei ter estofo - e apesar de adoptar um atitude submissa deixando que ele leve a sua avante (como, aliás, faço sempre perante um caso bicudo de tacanhez) -, mas um leque de características suas conduzem a uma carga psicológica de terapia de evasão mal feita. A saber:
- A sua inaptidão de percepção e compreensão de que cada aluno é um caso de aprendizagem;
- A sua inferida ideia de que tudo é dado e óbvio na óptica do instruendo;
- A incoerência de sugerir a iniciativa ao condutor mas, minutos depois de ele a ter feito, solta um berro absurdamente brejeiro acerca da incorrecção cometida;
- O desiquilibrio entre a preocupação anormal (acrescento mesquinha?) para com o estado do automóvel - propriedade do instrutor, apenas utilizado como recurso pela escola - e a preocupação para com o estado de aprendizagem/concentração do aluno, um nível de segurança na estrada.
Exagero? Talvez. Só espero é que seja, efectivamente, uma excepção para que novos estereótipos de instrutores de condução não se criem.

Olha se o senhor vem aqui ler isto. Ainda te vai atormentar mais!
ResponderEliminarO meu instrutor não era nada assim, às vezes era duro, mas nada de exageros.
Vê o senhor como um desafio. E tenta acabar a condução o mais rápido possível para te veres livre do septuagenário.