segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Hoje há desabafo

Meu querido mês de Agosto
O sol esturrica as moleirinhas das almas lá fora.
O dinheiro esgota-se e não tomo providências a respeito.
Os festivais de Verão estão no seu pico e ninguém se digna a transmitir em directo e na íntegra. E outros eventos culturais ou tornam-se repulsivos porque não tenho companhia ou porque a rentrée de Setembro dá ares de ser mais extasiante.

Aqueles com quem eu podia gozar de uma companhia prazerosa dividem o seu paradeiro entre Alvor e Berlim, e Lisboa, essa, sofreu um êxodo urbano de meter dó. Aqueles que em nada me estimulam o interesse, não se cansam de enviar convites para ocasiões de semelhante estímulo de interesse.
Levo uma rotina pericletante entre um código em banho-maria e um concurso local para a faculdade cada vez mais exigente. Nos entretantos, ocupo-me com momentos burocráticos relacionados com a Octávia. Isto se não me achar a vislumbrar objectos irrisórios que me circundam, qual corpo acabado de ser hipnotizado.
Às vezes interrogo-me: não seria consideravelmente mais profícuo formar ou juntar-me a uma banda pimba e percorrer lés a lés os Fornos de Algodre deste rectãngulo? Ah! Lembrei-me: nem isso sou capaz de fazer.

1 comentário:

  1. Ainda bem que não és capaz de fazer isso.
    Ainda assim, estás sempre bastante ocupado.
    Também espero que este início de Setembro seja mais apelativo.
    O que eu faço quando não tenho mais nada que fazer é observar. E divirto-me muito.

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