Meu querido mês de Agosto
O sol esturrica as moleirinhas das almas lá fora. O dinheiro esgota-se e não tomo providências a respeito.
Os festivais de Verão estão no seu pico e ninguém se digna a transmitir em directo e na íntegra. E outros eventos culturais ou tornam-se repulsivos porque não tenho companhia ou porque a rentrée de Setembro dá ares de ser mais extasiante.
Aqueles com quem eu podia gozar de uma companhia prazerosa dividem o seu paradeiro entre Alvor e Berlim, e Lisboa, essa, sofreu um êxodo urbano de meter dó. Aqueles que em nada me estimulam o interesse, não se cansam de enviar convites para ocasiões de semelhante estímulo de interesse.
Levo uma rotina pericletante entre um código em banho-maria e um concurso local para a faculdade cada vez mais exigente. Nos entretantos, ocupo-me com momentos burocráticos relacionados com a Octávia. Isto se não me achar a vislumbrar objectos irrisórios que me circundam, qual corpo acabado de ser hipnotizado.
Às vezes interrogo-me: não seria consideravelmente mais profícuo formar ou juntar-me a uma banda pimba e percorrer lés a lés os Fornos de Algodre deste rectãngulo? Ah! Lembrei-me: nem isso sou capaz de fazer.
Levo uma rotina pericletante entre um código em banho-maria e um concurso local para a faculdade cada vez mais exigente. Nos entretantos, ocupo-me com momentos burocráticos relacionados com a Octávia. Isto se não me achar a vislumbrar objectos irrisórios que me circundam, qual corpo acabado de ser hipnotizado.
Às vezes interrogo-me: não seria consideravelmente mais profícuo formar ou juntar-me a uma banda pimba e percorrer lés a lés os Fornos de Algodre deste rectãngulo? Ah! Lembrei-me: nem isso sou capaz de fazer.

Ainda bem que não és capaz de fazer isso.
ResponderEliminarAinda assim, estás sempre bastante ocupado.
Também espero que este início de Setembro seja mais apelativo.
O que eu faço quando não tenho mais nada que fazer é observar. E divirto-me muito.