Sara e Marco, ambos de 18 anos, casam à boa maneira tradicional. Ela porque não tem personalidde suficiente para seguir um rumo autonomamente e acha que um bom homem é mais que capaz para lhe oferecer uma vida; ele porque acha que já aprendeu tudo aquilo que a escola tinha para ensinar e, sendo assim, vai trabalhar para a oficina mais próxima e precisa urgentemente de construir uma família que lhe dê suporte à sua própria vida. Em bom português, porque a capacidade crítica escasseia-lhes.
Alguns anos mais tarde: Sara é vítima de violência doméstica por parte de Marco e insiste em ocultar a humilhação gradual ao abrigo dos conselhos da mãe: "Aguenta, que eu também aguentei". Marco trai Sara porque afinal inteirou-se que afinal não consegue desafogar-se monogamicamente e esbanja balúrdios na sua espiral de (des)venturas. A acrescentar à festa, os filhos gerados vêm, dentro das possibilidades e circunstãncias, a sua educação limitada à ideia basilar de "comida na mesa". Amigos? Tanto Sara como Marco nunca tiveram noção do seu verdadeiro conceito.
Há 40, 30, 20 ou até 10 (!) anos, concebe-se e perdoa-se.

Essa realidade deixa-me triste. E ver essa realidade a acontecer nos dias de hoje é como uma traição à nossa geração, à evolução, à inteligência.
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