quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Hoje há...

...programa e horários do Queer Lisboa 13
Foi hoje apresentado, no Cinema São Jorge, o programa (com o respectivo horário) do novo Queer Lisboa, festival de cinema gay e lésbico de Lisboa acolhido no referido local.
Em relação à edição anterior, poucas alterações foram feitas quanto ao conteúdo e estrutura do programa - a aposta forte nas secções competitivas para Melhor Longa-Metragem, Melhor Documentário e o Prémio do Público para a Melhor Curta-Metragem mantém-se -, havendo modesto destaque para algumas sessões especiais na Sala Buondi que convida os espectadores para um momento num chamado Espaço Lounge e Espaço Memória (onde, por exemplo, o ícone máximo da comunidade gay irá ser referenciado com a projecção do clássico The Wizard of Oz) como também a exposição Shocking Pinks que vai trazer obras de vários artistas plásticos portugueses. A rubrica Queer Pop, assinada por Nuno Galopim, está de regresso.

Muito precocemente, as apostas pessoais convergem em linha de fuga para a sessão de abertura com uma produção da Rosa Filmes, estreada em Cannes, de João Pedro Rodrigues (o responsável pelo notável O Fantasma!), Morrer como um Homem; a de encerramento com o musical que bebeu da fonte shakesperiana de Midsummer's Night Dream, Were the World Mine. E, pelo meio, existe ainda tempo e espaço para o drama norte-americano Pedro, a comédia sueca Patrik 1,5 e a herança mais recente de um Boys Don't Cry com Mein Freund aus Faro.

Hoje há imagem

MUDE, Museu do Design e da Moda

Hoje há desbafo

Arranque vertigionoso

Discursos soporíferos, momentos surreais de confirmação de caras familiares, um português europeu contrastado abruptamente por um sotaque sul-americano, injecção frenética de conteúdos, nacos de carne que gostam de peixe, espírito competitivo entranhado com um medo tremendo de falhar...
Enfim, depois de zombies e bestas ancestrais no excelente MOTELx, um arranque vertiginoso de alguma actividade rotineira e expansão de relações humanas com trocas de ideias e rasgos de devaneios toma agora conta do volante da minha vida. Uma lufada de ar fresco que coexiste harmoniosamente com uma empolgante sede de entrega.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Hoje há música

Amor de gajo
Na sequência do post dedicado à reflexão do fenómeno social bromance, deixo um excerto de um epísódio da 6.ª temporada de Scrubs, intitulado de "My Musical" - um dos episódios mais refrescantes na história das sitcoms americanas! Nele pode-se ficar a conhecer o âmago real da relação entre J.D. (o sempre surpreendente Zach Braff) e Turk (o encantador Donald Faison) e o pendor sarcástico com que as personagens se auto-ridicularizam, ao mesmo tempo, que põe nas lonas a visão perversa de tamanho conceito, esse sim, ridículo. A letra do tema, "Guy Love", acompanha o vídeo.

Let's face the facts about me and you
A love unspecified
Though I'm proud to call you "Chocolate Bear"
The crowd will always talk and stare
I feel exactly those feelings too
And that's why I keep them inside
'Cause this bear can't bear the world's disdain
And sometimes it's easier to hide than explain our
Guy love, that's all it is
Guy love; he's mine, I'm his
There's nothing gay about it, in our eyes
You ask me 'bout this thing we share
And he tenderly replies
It's guy love between two guys
We're closer than any avergae man and wife
That's our matching bracelets say Turk and J.D.
You know I'll stick by you for the rest of my life
You're the only man who's ever been inside of me
Whoa! I just get out his appendix.
There's no need to clarify. Oh, no?
Just let it grow more and more each day
It's like I married my best friend
But in a totally manly way
Let's go! It's guy love, dont' compromise
The feeling of some other guy
Holding up your heart into the sky
I'll be there to care of all the lows
I'll be there to share the highs...
It's guy love between two guys
And when I say: "I love you, Turk"
It's not what it implies
It's guy love... between... two... guys.
No hands...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Hoje há satisfação

Da Gare Oriente até ao centro em 5 minutos
29 de Agosto de 2009. Na qualidade de alfacinha e amante efusivo de uma cidade tão especial dentro da sua imperfeição, é com maior gáudio e satisfação que encaro a mais recente expansão da linha vermelha do Metropolitano de Lisboa, unindo o término da estação da Alameda (cruzamento com a linha verde) até à de São Sebastião (cruzamento com a linha azul), passando pela a do Saldanha (cruzamento com a linha amarela).

Ora, isto afigura, sem nenhum exagero, um momento revolucionário tanto no própria rede do Metropolitano - já que une, pela primeiríssima vez as quatro linhas existentes! - como para oferta de transportes de Lisboa e respectiva acessibilidade - pois resolve a triste situação do tempo dos seus utentes na deslocação de um extremo da cidade para o outro, simplificando de igual modo a intensidade de tráfego. Com certeza, uma mais-valia para um novo punhado de novos clientes e para Lisboa em si.

Num futuro próximo, contam-se outras extensões na linha amarela, azul e vermelha!