Quero mais. Quero mais que mesquinhices, egocentrismos e censura por seguir naturalmente um caminho desviante, onde cabem uma pluridade de valores abertos onde e a generalização fica à porta.
Quero mais que brejeirices, falsos pudores, e complexos de inferioridade sob a forma ofensiva justificada pela ideia populista de que "ele não mais que eu".
Quero mais que uma vitimização a roçar o pueril e uma felicidade alcançada pelos prazeres terrenos ou obtida por um consumismo de ostentação.
Apesar de não ser um caso de autocracia familiar, é de um ambiente castrador que me obriga à implosão - o que não faz com que a situação deixe de ser igualmente insuportável. Dessa implosão, inúmeros mecanismos fazem parte: desde a "bolha" que ajuda no processo de abstracção ao pouco recíproco mergulho nos pensamentos do outro e tentar perceber o seu lado. Porém, não sei quanto tempo resta para atingir o meu ponto de saturação... Ainda que contornável, permitam-me frisar que sinto-me ridicularizado, desprestigiado. Visto como um louco, um dependente de anti-depressivos e até um enviado de um planeta vizinho. Por isto tudo e não só, quero mais.

É isso. Também sinto isso demasiadas vezes.
ResponderEliminarHá mais que isto, tem de haver!
E a bolha é o único cuidado paliativo que me vem à mente...