segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Hoje há hiato
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Hoje há...
Foi hoje apresentado, no Cinema São Jorge, o programa (com o respectivo horário) do novo Queer Lisboa, festival de cinema gay e lésbico de Lisboa acolhido no referido local. Em relação à edição anterior, poucas alterações foram feitas quanto ao conteúdo e estrutura do programa - a aposta forte nas secções competitivas para Melhor Longa-Metragem, Melhor Documentário e o Prémio do Público para a Melhor Curta-Metragem mantém-se -, havendo modesto destaque para algumas sessões especiais na Sala Buondi que convida os espectadores para um momento num chamado Espaço Lounge e Espaço Memória (onde, por exemplo, o ícone máximo da comunidade gay irá ser referenciado com a projecção do clássico The Wizard of Oz) como também a exposição Shocking Pinks que vai trazer obras de vários artistas plásticos portugueses. A rubrica Queer Pop, assinada por Nuno Galopim, está de regresso.Hoje há desbafo
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Hoje há música
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Hoje há satisfação
Ora, isto afigura, sem nenhum exagero, um momento revolucionário tanto no própria rede do Metropolitano - já que une, pela primeiríssima vez as quatro linhas existentes! - como para oferta de transportes de Lisboa e respectiva acessibilidade - pois resolve a triste situação do tempo dos seus utentes na deslocação de um extremo da cidade para o outro, simplificando de igual modo a intensidade de tráfego. Com certeza, uma mais-valia para um novo punhado de novos clientes e para Lisboa em si.
sábado, 29 de agosto de 2009
Hoje há crítica
Quem é que, depois de uma onda avassaladora de promoção - onde uma pluralidade de versões de cartazes se destaca - e de incontáveis boas impressões a despeito, se digna a não ficar expectante relativamente a um filme? Foi o que aconteceu comigo e o novo Inglorious Basterds (Sacanas sem Lei). Para cúmulo da ansiedade, surgiu como contributo a conotação de um exercício cinematográfico inspirado num spaghetti western subjugado à iconografia da 2.ª Guerra Mundial... dirigido por Quentin Tarantino! Saliente-se que a curta, mas indubitavelmente já icónica, filmografia do realizador americano não é obstante ao seu lugar reservado de um dos mais prestigiados e este seu sexto projecto veio confirmar o seu estatuto de obra-prima.
Inglorious Basterds vive de um trabalho de narrativa e da tensão soberba de que dele origina. Fazem parte dela, diálogos carimbados pelo humor corrosivo (e muitas das vezes macabro) que colidem coerentemente com uma misce-en-scène certeira - a sequência em que o clássico "Cat People (Putting Out Fire)" do senhor Bowie serve de banda-sonora aos preparativos do plano vingativo de queimar bobinas de fita de nitrato camuflado numa estreia de um filme da Propaganda Nazi assenta que nem uma luva - e assim nasce um leque de cenas à espera do seu epíteto de "clássicas" num futuro próximo. Tudo isto consumado, parto de um atrevimento ressaltar a linearidade do guião com tanta tendência climática despida, pouco habitual no estilo de Tarantino, mas nem por sombras menor.
A fechar em beleza, cabem uns quantos elogios a um elenco esmerado: Daniel Brühl procurou uma ambivalência de um apaixonado obsessivo ao passo que Mélanie Laurent revela a verdadeira crueza de uma vingança sem precedentes. Todavia, e ainda que Brad Pitt continue no comando do protagonismo, Christoph Waltz rouba toda a glória possível e imaginável com o seu desempenho rigoroso de uma personagem intrinsecamente fascinante e, por isso, algo desafiante na sua interpretação - o Oficial das SS, Coronel Hans Landa, ou como os sacanas se orgulham de o apelidar, o "Caçador de Judeus". Conforme introduzido e apreciado na derradeira fala de Aldo Raine: "I think this might be my masterpiece" quando este deixa a sua marca eternizante na testa de mais um nazi, este Inglorious Basterds consegue, de facto e aos meus humildes olhos de leigo, alcançar essa proeza - a de obra-prima. Um marco que não revolucionará o curso do cinema contemporâneo como fez Pulp Fiction em 1994 mas que fomenta muito aspirante a realizador e cimenta Tarantino no seu pedestal, por mais divididos que tanto público, crítica e envolventes directos do cinema se achem.sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Hoje há crítica
Quando, em 2005, os Arctic Monkeys deram-se a conhecer ao mundo, um novo entusiasmo despoletou no coração do rock independente. Traziam na sua fórmula mágica trunfos como canções despretensiosas que obrigaram os críticos a rotulá-las de "rock dançável", muito na linha de seguimento dos congéneres Franz Ferdinand. Mas os rapazes de Sheffield trascenderam essa etiqueta ao evidenciar uma viagem pela marca das suas posturas e conceito mais abrangível. Com Humbg, o terceiro álbum, o leme altera a sua rota subitamente, como se tivesse visto o Adamastor.
A imagem apregoada pelo quarteto indiciava uma mudança influenciada pelas sonoridades bucólicas de finais dos anos 60 até ao íncio da decáda posterior, com Jimi Hendrix, Cream e Black Sabbath a liderarem a responsabilidade. O primeiro single, "Crying Lightning", levantou aponta do véu e confirmou: eles mudaram. Mais se sente depois de umas certas horas de audição das 10 faixas que compõem o longa-duração, pois "Dangerous Animals" e "The Jeweller's Hands" são atrozes para quem ainda tinha uma réstia de negação. Na sua grande maioria, são temas sisudos e cerrados, mas, ainda assim, indiscutivelmente acessíveis. Por exemplo, "My Propeller" dá-me razão depois de uma digestão de quatro ou cinco repetições.
Com o carimbo da habitual Domino Records, o álbum, numa perspectiva temática, persiste o lado cronista do colectivo, com grandes injecções de situações comuns e diárias adornadas com um delicioso sotaque. Bendito Alex Truner! O que é, contraditoriamente, novidade é fusão de uns versos algo inócuos de Arctic Monkeys com a visão amadurecida de Last Shadow Puppets, ou lado paralelo do vocalista com o seu colega Miles Kane, dos recém separados The Rascals.
Pensou-se em disparate, mas o veredicto é puro e simples: "primeiro estranha-se e depois entranha-se". Os Arctic Monkeys de "Fake Tales of San Francisco" ou de "Teddy Picker" trocaram a sua pele e aqueles que entravam na birra de "quero mais do mesmo" saíram insatisfeitos. Quanto a mim, não me coloco nesse saco e tenho ainda a insolência de tecer uma analogia com o rumo que os Beatles levaram depois de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, quando anteriormente eram conhecidos como os miúdos de Liverpool que punham as raparigas em histeria com as suas músicas de amor. Em 2009, um novo interesse crítico vai ser suscitado no coração do rock independente e, finalmente, afirmar-se-á sem complexos que a banda tem e sabe gerir uma carreira.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Hoje há desabafo
Hoje há indignação
Dispenso discutir se o Presidente agiu de forma ideológica (a polémica da lei do divórcio, lembra-se? Pois.) e facciosa, ao fazer um favor à sua força partidária e à Igreja Católica Apostólica Romana (e aqui, discutir-se-ia o facto de um Presidente da República ser apartidário, visto promulgar leis transversais a todos os portugueses), ou de forma baseada, efectivamente, no seu argumento de inoportunidade em relação ao calendário político. Dispenso também entrar em acordo ou em desacordo relativamente ao seu procedimento, já que os meus conhecimentos de legislaturas do Código Civil são limitados, mas, se, ainda assim, tivesse uma palavra a dizer, diria que, de facto, os dois contratos devem ter direitos distintos, uma vez que parte de uma opção dos seus intervenientes entre seguir um ou o outro. Mas, lá está, isto é baseado no pouco que sei.
Hoje há...
A terceira edição do Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, MOTELx, começa já no próximo dia 2 de Setembro, Quarta-feira, e estende-se até ao dia 6, Sábado. À semelhança das duas edições passadas, o certame tem lugar no mítico Cinema São Jorge, em Lisboa.
Para já, ficam já disponíveis o programa e os horários. Na qualidade de verdadeiro ignorante do cinema de terror independente - mas, ainda assim, interessado -, destaco as óbvias longa-metragens de abertura, Rogue, do australiano Greg McLean, e de encerramento, Jack Brooks: Monster Slayer, do canadiano John Knautz.
Como sempre, espera-se a habitual vertente de comédia mórbida que vem distinguido o festival desde a sua primeira edição, comprovada em filmes como Black Sheep e Teeth. Por essa razão, uma certa perversidade suscitou-me ao ler o título intrigante da curta O Leproso.
Hoje há reflexão
Sara e Marco, ambos de 18 anos, casam à boa maneira tradicional. Ela porque não tem personalidde suficiente para seguir um rumo autonomamente e acha que um bom homem é mais que capaz para lhe oferecer uma vida; ele porque acha que já aprendeu tudo aquilo que a escola tinha para ensinar e, sendo assim, vai trabalhar para a oficina mais próxima e precisa urgentemente de construir uma família que lhe dê suporte à sua própria vida. Em bom português, porque a capacidade crítica escasseia-lhes.
Alguns anos mais tarde: Sara é vítima de violência doméstica por parte de Marco e insiste em ocultar a humilhação gradual ao abrigo dos conselhos da mãe: "Aguenta, que eu também aguentei". Marco trai Sara porque afinal inteirou-se que afinal não consegue desafogar-se monogamicamente e esbanja balúrdios na sua espiral de (des)venturas. A acrescentar à festa, os filhos gerados vêm, dentro das possibilidades e circunstãncias, a sua educação limitada à ideia basilar de "comida na mesa". Amigos? Tanto Sara como Marco nunca tiveram noção do seu verdadeiro conceito.
Há 40, 30, 20 ou até 10 (!) anos, concebe-se e perdoa-se.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Hoje há crítica
A minha relação com o Cinema Francês já contou com piores dias. Aliás, ouso afirmar que, em jeito mais que irónico, tem vindo a ficar cada vez mais sólida depois do inspirador Les Chansons d'Amour, de Christophe Honoré. Mais: a sua alegada índole pretensiosa não era mais do que um preconceito cego que, como tal, não deixava evidenciar a sua essência de um cinema capaz de retratar a genuinidade das relações humanas. Com Soit Je Meurs, Soit Je Vais Mieux (traduzido para Ou Morrro, ou Fico Melhor) e os seus contornos minimalistas, o meu encantamento ressurgiu e selou a confirmação de um flanco cinematográfico injustamente desprezado.
Conduzido pela experiente Laurence Ferreira Barbosa, a fita orienta, num modo livre, a sua história de um adolescente, Martial, veiculada pela dificuldade de integração na sua turma abertamente hostil e pelas suas descobertas e experiências ao lado da idiossincrasia de duas gémeas. É exposta a crueza dessa transição de mancebo imaculado para homem consciente nos momentos que Martial decide entregar-se a um papel submisso às rédeas das irmãs nas aventuras em que os três invadem propriedades alheias onde a mãe das raparigas apenas presta serviços como mulher a dias. Experiências excitantes que sucedem vertiginosamente umas às outras na cabeça de um miúdo que ainda está a trilhar os primeiros passos para um auto-discernimento.
O estilo de Barbosa em fundir acidentalmente vários géneros, como a comédia negra e o realismo puro, é gratificante e notório em alguma sequências. A título de exemplo, tem-se o detalhe percorrido da individualidade das casas e dos seus objectos, bem como a relação desconcertante entre Martial e Sabine, sua mãe. Interessante nota vai para o acesso de descontrolo da parte de Martial para com a sua mãe depois desta ter provocado um embaraço na tentativa de causar uma impressão idealista do filho a um colega de escola, surgindo, assim, como solução desesperada para a impopularidade do filho em ambiente escolar.
Dentro do lote de filmes sobre coming of age que vi até à data - e já vi uma porção considerável deles - Soit Je Meurs, Soit Je Vais Mieux apresenta razões que me obrigam a incluí-lo algures entre as posições cimeiras de uma lista dos mais inteligentes do género. Se não for por isso, por mais que não seja pela prestação entusiasmante de François Civil e o seu (des)penteado magnético.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Hoje há efeméride
Às vezes invejo não ter nascido mais cedo. Entre 15 e 18 de Agosto do nostálgico ano de 1969, Jimi Hendrix, Jefferson Airplane, Joan Baez, The Band, Greateful Dead, Sly & the Family Stone, Janis Joplin e, entre outros, The Who (senhores de um alinhamento de 25 músicas do seu álbum conceptual Tommy) partilharam o palco que proporcionou a uma das maiores hamonias sociais de cunho musical, onde os seus cerca de 500 mil participantes eram guiados pelo mesmo ideal.
Ainda hoje a ressonância de tamanho marco lendário é sentida, e lá para 17 de Setembro deste ano podemos testemunhar mais um exemplo com o filme Taking Woodstock, de Ang Lee. Conta com as participações de, pelo menos, dois trunfos da representação: um da velha guarda (Imelda Stauton) e outro da nova geração (Emile Hirsch).
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Hoje há indignação


